"O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter" (Cláudio Abramo)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um pouco de Curitiba em mãos francesas

Hoje, voltando de uma entrevista de emprego - e pensando em transformar o blog num portfolio digital - me lembrei de uma entrevista legal que fiz no fim de 2009 com um artista francês e resolví publicar aqui, na íntegra. Por que?

...Bem, o Thomas (Henriot, Thomas Henriot) é um cara de um talento incrível, que retrata pessoas e cenários urbanos com a sensibilidade de poucos, e, mesmo assim, ao mesmo tempo que revela em seus desenhos quadros tão complexos, revela em si mesmo uma personalidade super simples.

A entrevista foi feita por ocasião do Ano da França no Brasil para um determinado veículo aqui de Curitiba, mas infelizmente não chegou a ser publicada. Ah! Sim, eu precisei de uma intérprete para a entrevista. Espero que gostem!








Após os estudos na escola Les Beaux- Arts, em Besançon, França, Thomas começou a viajar pelo mundo retratando o cotidiano dos lugares por onde passa. Desde 1998, já esteve em lugares com Líbano, Índia, Argentina, Marrocos, Mali, Mauritânia e também China e algumas cidades da França.

Carol: Você tem viajado por diversos países retratando seu cotidiano. Quando e como foi que esse trabalho começou?

Thomas: Sempre desenhei, desde pequeno, parece que nunca escolhi fazer isso, é algo que sempre esteve em mim. E sobre as viagens, tudo começou em 1998, quando fui ao Líbano. Essa primeira viagem foi definitiva para o caminho que segui depois. Naquela ocasião descobri que existiam outras realidades fora da Europa. Fui muito bem recebido lá, enquanto desenhava nas ruas. E percebi o que podia acontecer desenhando na rua.

Carol: E por que a rua, ao invés de um atelier?

Thomas:
Porque provoca muitas reações... me dei conta de que ali, num local qualquer, sentado na calçada, e retratando aquele espaço, de certa forma eu fazia com que ele existisse, e as pessoas que por ali passavam podiam ver aquele lugar de maneira diferente. Descobri que o desenho é um tipo de linguagem, como a escrita. É como escrever numa linguagem que todos podem ler... e isso é importante em lugares como a Índia, por exemplo, onde há muitos analfabetos.

Carol: Você esteve no Brasil no último ano, no Rio, certo? Quais diferenças você sente entre Rio e Curitiba?

Thomas:
Aqui é mais pacato, me sinto seguro aqui... e as pessoas reagem mais também, interagem. No Rio eu ficava meio “invisível” no meio da multidão... e algumas vezes era como se as pessoas temessem a minha presença, talvez porque trabalho no chão. E no geral a atmosfera é muito diferente entre as duas cidades. No Rio os objetos que retrato parecem mais distantes, as coisas não chegam a você do mesmo jeito.

Carol: E sobre seus desenhos, por que utiliza na maioria das vezes o preto?

Thomas: É uma referência à pintura chinesa, que me marcou muito. Para os chineses a idéia do traço é muito importante. O traço negro é como uma união entre o homem e o universo. É por meio desse traço que entro em comunhão com o universo. E o fato de desenhar no chão, nas calçadas, também é uma tentativa de encontrar de novo essa união, esse contato com o universo... é uma luta, de muitos dias para que o corpo possa se engajar nessa busca. E se os meus desenhos estão tão negros é porque estão cheios de melancolia, e intuição, de sentir que as coisas que desenho vão desaparecer em breve. Todo meu trabalho tem a ver com essa idéia, de fim, de morte, espaço e tempo.

Carol: O que o Ano da França no Brasil traz de positivo?

Thomas: Bem tudo isso é muito bom para gerar encontros entre as pessoas, troca de idéias. É também uma boa oportunidade para desenvolver meu trabalho, encontrar artistas brasileiros e envolver as pessoas no meu trabalho.

Fotos: Carol Costa

domingo, 19 de junho de 2011

Boatos eternos da web

Ninguém gosta de receber spam. Propagandas, correntes milagrosas, e-mails sem noção pedindo para divulgar fatos que nunca aconteceram etc. A internet desde o começo se mostrou excelente meio de propagação de informações, o problema é que os conteúdos postados na web nem sempre são confiáveis - e disso a maioria das pessoas tem conhecimento.

Recentemente levei a maior bronca de um amigo após repassar um desses e-mails mentirosos sem checar. Pudera! O e-mail que repassei, divulgava vagas para tratamento de câncer na USP - um assunto muito sério -, só que tais vagas não existiam. O boato em questão já existe há mais de 10 anos e a USP é alvo de outros boatos antigos, veja aqui.



Bem, me interessei pelo assunto e dei uma passeadinha em alguns sites que falam sobre essas mentiras criadas na web. Tem de tudo! As histórias mais comoventes e indignantes, contadas com a cara mais lavada do mundo. Tem aquela que fala de pessoas que tiveram um dos rins roubados (pura lenda urbana, que existe desde 1996, nunca NENHUM caso foi registrado), aquela outra sobre um filme que mostra Jesus como homossexual, e pede assinaturas para um abaixo assinado, para que o filme não seja exibido em nosso país (o filme NUNCA existiu gente), e ainda uma outra história, bem tentadora, que diz que o Bill Gates tá dando dinheiro para quem repassar o tal e-mail.

Alguns sites se ocupam de falar do assunto e expor algumas das lendas urbanas mais recorrentes, no site Quatro Cantos tem um artigo sobre lendas urbanas, além de detalhes sobre cada uma das histórias.

Aí vai uma listinha com algumas dessas mentirinhas:

Roubo de ovos de tartaruga pelo MST (essa é bem engraçada, e desastrada)
Sequestros de adolescentes perto de construções
Agulhas infectadas com HIV (essa existe em vários países desde 1997)
Zelador pede demissão para viver de bolsa-família
Flanelinha borrifa ácido em motoristas (essa é alarmante e a maioria das pessoas acredita)
Abaixo-assinados (podem ser bem intencionados, mas quase sempre são ineficazes)

Enfim a lista é infinita, e todo mundo que tem e-mail já recebeu algum deles né? O negócio é não repassar antes de checar as informações, ou simplesmente não repassar. É um grande favor que se faz a si mesmo, ajudando a diminuir um poquinho pelo menos a circulação dessas balelas, que ninguém gosta de receber por e-mail.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Arquivo Som na Pauta

Vou aproveitar esse primeiro post para disponibilizar links de matérias que publiquei no blog Som na Pauta, criado quando estava na faculdade, em 2007:

Adiamento do show do Led Zeppelin gera transtornos mas não desanima os fãs


A máfia italiana adora música - Camorra é o nome que se dá à arraigada máfia existente em Nápoles, Itália. Ok. Mas você deve estar se perguntando: O que essa informação tem a ver com música?

A volta da bonequinha esquimó - Bjork é uma das atrações mais esperadas do Tim Festival desse ano. A cantora foi muito elogiada pelos shows de São Paulo e Rio e amanhã é a ves de Curitiba recebê-la.

Com quantos contrabaixos se faz uma orquestra - O grupo curitibano "Caçarola - Oquestra de Baixos", apresenta um repertório variado e mostra como é conseguir um resultado musical consistente com apenas 6 contrabaixos.